Uma ação do Ministério público do trabalho (MPT) contra a\r\nGuararapes, dona da Riachuelo, no valor de R$ 37 milhões tem gerado manifestações\r\nde empresários, políticos e funcionários de pequenas fábricas no Rio Grande do\r\nNorte. Elaborada por Procuradores do Trabalho vinculados à Coordenadoria\r\nNacional de combate às fraudes (CNAFRET), a ação civil pública visa que a\r\ngigante têxtil se responsabilize quanto aos direitos trabalhistas dos\r\nempregados das facções de costura terceirizadas.
Em publicação no Facebook, até mesmo\r\no governador Robinson Faria se manifestou “pela manutenção dos empregos” após\r\nprotestos de trabalhadores e empresários do setor contra a ação do MPT.\r\nNos comentários, há manifestação de pessoas que se dizem ameaçadas pela\r\npossibilidade de fechamento das fábricas e de outras que acusam a Guararapes de\r\npromover trabalho escravo.
De acordo com o MPT local, forma\r\nrealizadas inspeções em mais de 50 facções, em 12 municípios, durante as quais\r\nse constatou ” que os empregados das facções receberam menor remuneração e têm\r\nmenos direitos trabalhistas do que os empregados contratados diretamente pela\r\nGuararapes, inclusive quanto a saúde segurança do trabalho”. Ainda segundo o\r\nórgão, trabalhadores “relatam as dificuldades financeiras pelas quais vêm\r\npassando para pagar salários, 13° e férias, pois o preço da costura das peças,\r\nfixado pela Guararapes ( atualmente R$ 0,35 o minuto ), não é suficiente para\r\ncobrir os custos operacionais”.
A ação também acusa a\r\nGuararapes de não garantir envio regular de peças a essas facções, gerando\r\nassim o fechamento de algumas delas. A conclusão tomada pelo órgão foi de que\r\n“Guararapes não gerou novos empregos no RN, mas transferiu empregos diretos da\r\nsua fábrica para facções, transferindo para essas microempresas todo o risco da\r\natividade econômica.”
Segundo o MPT, o valor de R$\r\n37.723.000,00 pedido como pagamento de indenização por danos morais coletivos\r\ncorresponde a parte do lucro obtido com o trabalho das facções. No total, esse\r\nlucro teria sido de R$ 317.600.000,00.
Em uma rede social, o principal\r\nexecutivo do grupo Guararapes acusou a procuradoria de perseguição. Segundo\r\nele, a procuradoria estaria movendo a ação para “fazer mal” a seu pai, Nevaldo\r\nRocha, e a companhia teria reduzido de 60% para 20% suas operações no RN desde\r\n2008, prejudicando o estado.
“Ao nos expulsar do nosso próprio\r\nestado , a Sra. nos obrigou a construir novas fábricas em outros estados\r\ne países que nos recebem com respeito que merece quem cria empregos e\r\nriquezas”, escreveu o empresário.
O InfoMoney entrou em contato\r\ncom a Guararapes, mas não obteve resposta oficial.
Fonte: infomoney.com.br/ CNTC
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