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Sindicalistas desafiam ministro a defender terceirização nas portas de fábrica

Data de publicação: 06/07/2016


Em nota\r\nconjunta, a Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM) e a Federação dos\r\nSindicatos dos Metalúrgicos (FEM) de São Paulo  desafiaram  o ministro chefe da Casa Civil do governo\r\ninterino, Eliseu Padilha, a repetir na porta das fábricas o discurso feito dias\r\natrás em uma reunião com empresários, quando defendeu a terceirização\r\nirrestrita da mão de obra. "Estamos fazendo um convite para que ele venha\r\nconversar com aqueles que sofrerão com a terceirização. O Brasil não pode\r\nretroagir e aqueles que terão que arcar com as consequências nem sequer são\r\nconsultados", afirmou Luiz Carlos da Silva Dias, presidente da FEM  em entrevista a um canal de televisão. Segundo\r\no sindicalista, a terceirização defendida pelo governo interino de Michel Temer\r\n"é retrocesso de 50 anos", que precariza o trabalho, retira os\r\ndireitos sociais e coloca a vida dos trabalhadores em risco.

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 "As terceirizadas são as campeãs de\r\nacidentes de trabalho, pagam os menores salários, os menores benefícios, algumas\r\ndeixam de cumprir com as suas obrigações legais, não depositam FGTS e\r\nPrevidência.""Nós temos muitos casos relatados de calote de empresas\r\nque simplesmente fecham as portas e abandonam o trabalhador. Eles ficam sem\r\ntrabalho e sem as verbas rescisórias. A contratante não tem a responsabilidade\r\ntambém por aquele trabalhador terceirizado", diz Patricia Pelatieri,\r\ncoordenadora de pesquisas do Dieese.O projeto de lei que tramita no Senado\r\npermite a terceirização de todas as atividades das empresas e não de apenas\r\nalguns setores, como é hoje. "Na escola, por exemplo, você tem um serviço\r\nde limpeza, você tem cantina, tem um serviço de segurança, mas o negócio da\r\nescola é o ensino. Com o projeto, os professores poderiam ser todos\r\nterceirizados.

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Então,\r\nquem está recebendo o serviço sempre fica sem ter com quem reclamar", diz\r\nPatricia."Depois de a atividade ser terceirizada, o próximo passo vai ser\r\nflexibilizar as férias, fracionar décimo terceiro, diminui adicional noturno,\r\nque é o que eles dizem que está obsoleto e trava o Brasil", conclui o\r\npresidente da Federação dos Sindicatos dos Metalúrgicos de São Paulo. Para os\r\nsindicalistas, a terceirização indiscriminada trará consequências sérias para a\r\neconomia e o desenvolvimento do país. "Significa que você vai reduzir a\r\nmassa salarial brasileira em 30%. Isso vai reduzir o consumo das famílias e das\r\npessoas minimamente em 30%. Para um país que precisa que a economia volte a\r\ncrescer, vamos para o caminho inverso", afirma Luiz Carlos.

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Fonte: Redação RBA

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