Dirigentes das Centrais Sindicais participaram na manha desta quarta-feira (7) de uma reunião com o presidente da Câmara Rodrigo Maia e destacaram a importância do projeto da Reforma da Previdência não ser colocado em votação antes de passar por ampla discussão com a sociedade e as centrais sindicais. Pela União Geral dos Trabalhadores (UGT) participaram o vice presidente Lourenço Prado e o secretário Miguel Salaberry Filho.
Maia assegurou que, caso o governo não tenha os votos necessários na semana de 20 a 22, o projeto não entrará mais em Pauta, ficando o assunto para o próximo governo.
A posição dos representantes da UGT foi no sentido de que o governo deveria inserir na reforma um artigo obrigando os empresários a recolherem os valores das contribuições tanto dos trabalhadores quanto a parte dos empregadores. Pois, segundo os dirigentes, existe o entendimento que o problema é má gestão. Principalmente em relação à divida dos Municípios, Estado, Bancos, Empreiteiras e Clubes de Futebol que, segundo levantamento apontado pela Procuradoria Geral da Previdência, constam como os maiores devedores da Previdência. Sendo que o governo sempre isenta suas dívidas por meio do Refis.
Os sindicalistas também cobraram de maia a liberação dos recursos da Contribuição Sindical, que estão retidos pelo Governo e não foram repassados para as Centrais. O presidente da Câmara se comprometeu a editar uma minuta até sexta-feira (9) e despachar diretamente com o presidente Michael Temer para que fosse assinada a portaria, garantindo que esse era um compromisso com as centrais.
Ao final da reunião, Maia disse que caso não consiga votar a Reforma da Previdência, criará uma comissão, com participação das Centrais, para contribuírem com a elaboração de um novo projeto para a Previdência.
Fonte: site da UGT
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