44 3220-3618

FALE CONOSCO

sincomar@sincomar.com.br

44 3220.3618

FALE CONOSCO
Facebook Twitter Blogspot

NOTÍCIAS

VOLTAR

Combate ao trabalho escravo sofreu Retrocesso histórico, avalia

Data de publicação: 18/12/2017

O governo brasileiro promoveu “um retrocesso\r\nhistórico” no combate ao trabalho escravo em 2017. A conclusão é de relatório\r\naprovado na quinta-feira (14) pela Comissão de Direitos Humanos (CDH). O\r\nrelator, senador Paulo Rocha (PT-PA), avaliou as políticas públicas para a\r\nerradicação do trabalho escravo no país.

\r\n\r\n

 

\r\n\r\n

De acordo com o senador, o Poder Executivo\r\n“restringiu os meios para efetiva fiscalização” realizada pelo Grupo Especial\r\nde Fiscalização Móvel (GEFM). Criado em 1995, o órgão é integrado por auditores\r\nfiscais do trabalho, procuradores do trabalho e policiais federais. 

\r\n\r\n

Em 2016, o Plano Plurianual previa uma ampliação de\r\n20% nas ações do GEFM até 2019. O senador Paulo Rocha destaca, no entanto, que\r\no grupo “foi obstruído de modo sórdido e eficaz” por meio de um corte\r\norçamentário. 

\r\n\r\n

O relator apresenta números que, segundo ele,\r\nindicam “o desmantelamento da política de combate ao trabalho escravo”. De\r\njaneiro a dezembro deste ano, o GEFM realizou 18 operações e resgatou 73\r\ntrabalhadores. De acordo com Paulo Rocha, “são os menores números da série\r\nhistórica inaugurada em 2003”. 

\r\n\r\n

“A média anual de operações de 2003 a 2016 era de\r\n130, sete vezes mais do que tivemos neste ano. O número de trabalhadores\r\nresgatados anualmente desde 2003 chegava à média de 3.096, com pico de 5.999 em\r\n2007, tendo caído à ínfima cifra de 73 indivíduos em 2017”, informa o\r\ndocumento. 

\r\n\r\n

Legislação

\r\n\r\n

O relatório aprovado pela CDH destaca ainda a\r\npublicação de uma portaria do Ministério do Trabalho (1.129/2017), que alterou\r\no conceito de trabalho escravo. De acordo com a norma, a infração ocorreria\r\napenas nos casos de trabalho forçado, cerceamento do direito de ir e vir,\r\ncoação ou efetiva punição, retenção do trabalhador endividado mediante emprego\r\nde vigilância armada ou retenção de documentos.

\r\n\r\n

 

\r\n\r\n

Para o senador Paulo Rocha, a portaria limitou “o\r\nconceito de trabalho em condições degradantes, solidamente construído ao longo\r\nde anos de estudos e fiscalizações”. O relatório sinaliza ainda que a medida\r\n“impõe entraves burocráticos às operações de fiscalização”.

\r\n\r\n

 

\r\n\r\n

A portaria foi questionada na Justiça e teve os\r\nefeitos suspensos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Mas, segundo Paulo\r\nRocha, a norma criou “um ambiente de profundas confusão e incerteza”. Ele\r\ndestaca que 2017 foi marcado por paralisações dos agentes fiscalizadores,\r\nexoneração de integrantes do governo e alegações de improbidade administrativa. 

\r\n\r\n

Fiscalização continua

\r\n\r\n

A CDH aprovou uma recomendação do relator para que,\r\nem 2018, as políticas de combate ao trabalho escravo continuem sendo\r\nacompanhadas pela comissão. O objetivo será aperfeiçoar as atividades de\r\nfiscalização e a legislação vigente.

\r\n\r\n

 

\r\n\r\n

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima\r\nque 40 milhões de pessoas são submetidas à escravidão contemporânea no mundo.\r\nNo Brasil, mais de 50 mil trabalhadores foram resgatados de situações análogas\r\nà escravidão desde 1995. Desses, 95% são homens, 83% têm idade entre 18 e 44\r\nanos e 33% são analfabetos.

\r\n\r\n

 A pecuária bovina era o setor que mais concentrava\r\ncasos de escravidão moderna. Mas houve um aumento de casos em setores como\r\nconstrução civil e confecções.

\r\n\r\n

Fonte: Agência Senado

Outras Notícias

Dívidas trabalhistas terão nova correção

Decisão do Tribunal Superior do Trabalho vai aumentar o custo de empresas que possuem dívidas trabalhistas. O tribunal decidiu que créditos trabalhistas devem ter correção monetária baseada no IPCA-E (Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial) e não pela Taxa Referencial Diária (TRD), que vinha sendo utilizada até então por tribunais trabalhistas. O acórdão da decisão foi publicado na última sexta-feira (14). O Pleno do TST considerou, por unanimidade, que a correção...

Governo avalia ceder mais para votar Nova Previdência

Após ver frustradas as tentativas de conseguir votos em troca de liberação de cargos e dinheiro, o governo decidiu flexibilizar ainda mais a proposta de reforma da Previdência e adiar a votação para 19 de fevereiro de 2018. O que estava previsto para a semana que vem ficou para depois do Carnaval, menos de oito meses antes das eleições. A discussão começa um pouco antes, no dia 5 de fevereiro. Até lá, o governo espera que sua propaganda surta efeito e crie um ambiente mais favorável à reforma. O Planalto já começou a produzir novas campanhas publicitárias e o presidente...

Trabalhador intermitente que receber menos que o mínimo pagará alíquota de 8%

O trabalhador que receber menos que o salário mínimo em um mês, ao realizar trabalho intermitente, deverá recolher alíquota de 8% de contribuição previdenciária. Essa alíquota será aplicada sobre a diferença entre a remuneração recebida e o valor do salário mínimo mensal. O esclarecimento foi feito pela Receita Federal no Ato Declaratório Interpretativo (ADI) RFB nº 6, publicado na edição de hoje (27) do Diário Oficial da União.  A Receita Federal lembra que a reforma trabalhista, efetuada pela lei nº 13.467 de 2017, trouxe a possibilidade de o segurado empregado...

Rua Arthur Thomas, 426 - Centro - Cep: 87013-250

Maringá - Paraná | (44) 3220-3618 | sincomar@sincomar.com.br

FILIADO: