Apesar da decisão do Banco Central de baixar a taxa\r\nbásica de juros (Selic) de 14,25% para 14% ao ano, o Brasil continua sendo o\r\nprimeiro no ranking de países com maiores juros reais (descontada a inflação),\r\nbem à frente do segundo colocado. Os juros reais descontam a inflação projetada\r\npara os próximos 12 meses.
Os juros\r\naltos fazem a dívida pública crescer, porque boa parte dela tem o rendimento\r\ncalculado com base na taxa básica de juros (Selic).
Funciona assim: o governo emite títulos de dívida\r\npública para captar recursos no mercado e financiar suas atividades. Os\r\ninvestidores compram esses títulos e, em troca, recebem no futuro o valor\r\nemprestado mais juros.Esses juros são calculados de acordo com a variação da\r\nSelic. Portanto, quanto maior é a taxa Selic, maior será o gasto do governo com\r\na dívida pública.
Juros\r\nafetam emprego e Bolsa
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Além disso, juros altos tornam os títulos públicos\r\nbastante atrativos aos investidores: basta comprar os títulos para garantir um\r\nbom rendimento, graças aos juros altos.
Por outro lado, isso também atrai recursos que\r\nseriam investidos em empresas para aumentar ou melhorar sua produção. Com menos\r\ninvestimentos, diminui a atividade econômica do país e pode haver alta no\r\ndesemprego.
Juros altos também tendem a ter efeito negativo para\r\na Bolsa de Valores. Para os investidores, é melhor garantir os ganhos com renda\r\nfixa a arriscar investindo em ações.
Veja quem tem os maiores juros reais:
Brasil: 8,49%
Rússia: 4,27%
Colômbia: 3,61%
Argentina: 2,55%
China: 2,30%
Fonte:\r\nUOL.
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