\r\n O ano mal começou e o mercado já projeta uma inflação maior. A previsão inicial de 5,47% avançou para 5,49%, segundo o boletim Focus, que contem estimativas de economistas do mercado financeiro.
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\r\n A inflação maior é capaz de tirar o poder de compra dos brasileiros, segundo o professor de economia da Unifor e conselheiro do Conselho Regional de Economia (Corecon Ceará), Ricardo Eleutério. Ele explicou que este ano o País deverá enfrentar tanto uma inflação de custos quanto de demanda.
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\r\n O economista Adriano Sarquis destacou que a inflação é uma média de preços. O Governo não pode fugir da meta de 4,5%, de acordo com ele. “O Governo não pode ser tolerante com essa inflação mais elevada. Preços escolares, tarifa de ônibus, combustíveis, tudo afeta e afeta o bolso das pessoas”, disse.
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\r\n Os custos são elevados em função da baixa produtividade, da escassez de insumos e da falta de profissionais capacitados. “Nada que nos remeta à superinflação da década de 1980”, alertou Eleutério. A demanda será ainda mais intensa porque, mesmo com o país crescendo a taxas pequenas, o emprego continua em alta. No ano passado, o país cresceu em média 1% e a projeção para este ano é chegar a 3%.
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\r\n A inflação deverá ser de fato mais elevada do que o centro da meta de 4,5%, como aconteceu em 2011 e em 2012. “Para este ano de 2013 também corre alguns riscos de passar do limite anterior. Os agentes econômicos são movidos a expectativas. A inflação acelera e cria expectativa”, segundo Eleutério.
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\r\n Taxa de juros
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\r\n Apesar da inflação maior, Eleutério destaca que o governo deverá manter a política de juros baixos. O Banco Central vem cortando a taxa básica de juros (Selic) desde agosto de 2011 para incentivar a economia nacional em meio à crise econômica mundial.
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\r\n De acordo com ele, existem outros instrumentos para conter o avanço da inflação. O melhor equilíbrio nas finanças públicas seria responsável por reduzir a emissão de dinheiro e reduzir a inflação. Outro mecanismo seria conter a explosão da taxa de câmbio, com o dólar sob controle.
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\r\n Eleutério recomenda ainda abrir o país às importações, com o cuidado de proteger os empregos e os empresários, além de incentivar a produtividade da economia brasileira. Já para o economista Adriano Sarquis, o governo deverá voltar a intervir na inflação com a elevação da taxa de juros.
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\r\n “O Governo deverá reavaliar a política de juros e enxugar gastos já no primeiro semestre” explicou. O esforço será para manter a inflação no centro da meta de 4,5%.
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\r\n A própria elevação da inflação já foi em virtude da política do Governo, de acordo com Sarquis. Ele explicou que a queda dos juros foi possível para evitar os efeitos negativos da crise econômica mundial sobre o Brasil. “Reduzir a taxa de juros está estimulando mais consumo, mais crédito”.
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